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Notícias / Geral Trump afirma ter capturado Nicolás Maduro após ataque dos EUA à Venezuela

sábado, 3 janeiro de 2026.

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante evento Imagem: STRINGER / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que as Forças Armadas norte-americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma ofensiva militar de grande escala contra o país. A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social, onde Trump informou que Maduro e sua esposa teriam sido retirados do território venezuelano.

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Segundo o presidente norte-americano, a operação incluiu ataques diretos à capital Caracas e foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. Trump classificou a ação como bem-sucedida e anunciou que uma coletiva de imprensa seria realizada ainda hoje para detalhar a operação.

Em resposta imediata, o governo venezuelano repudiou o que chamou de “grave agressão militar” contra o território nacional. Em nota oficial, Caracas afirmou que ataques atingiram áreas civis e militares da capital e também localidades nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, elevando a tensão regional.

Explosão em Fuerte Tiuna, maior base militar da Venezuela — Foto: AFP

A ação marca o episódio mais extremo de um conflito diplomático que se arrasta há mais de duas décadas. As relações entre Estados Unidos e Venezuela começaram a se deteriorar com a ascensão de Hugo Chávez ao poder, em 1998. Nacionalista e crítico contundente da política externa norte-americana, Chávez transformou uma relação historicamente estável em uma rivalidade ideológica.

Inspirado pelos ideais socialistas e pelo legado de Simón Bolívar, Chávez adotou uma política abertamente anti-imperialista e se aproximou de líderes como Fidel Castro, em Cuba. O discurso confrontacional teve um de seus momentos mais simbólicos em 2006, quando, na Assembleia Geral da ONU, chamou o então presidente dos EUA, George W. Bush, de “diabo”.

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Após a morte de Chávez, em 2013, Nicolás Maduro assumiu a Presidência e manteve a mesma linha política, embora com popularidade significativamente menor. Ainda assim, Washington seguiu considerando o chavismo uma ameaça estratégica, tanto pelos interesses econômicos — a Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo — quanto pela influência do bolivarianismo na América Latina, que impulsionou a eleição de diversos governos de esquerda nos anos 2000.

A chegada de Donald Trump à Casa Branca, em 2017, intensificou ainda mais o embate entre os dois países. A suposta captura de Maduro, se confirmada, representa uma escalada inédita no confronto e pode desencadear profundas repercussões diplomáticas e geopolíticas na região.