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Notícias / Paraná Campo Mourão sedia 1ª pós-graduação do Brasil em fertirrigação de alta performance

sexta-feira, 13 fevereiro de 2026.

Campo Mourão passa a integrar o mapa nacional da qualificação estratégica do agronegócio com o lançamento da Fertileader, primeira pós-graduação do país totalmente dedicada à fertirrigação de alta performance.

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A formação é fruto da parceria entre a AGREDU e o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, instituição que oferece Agronomia desde 1999 e foi pioneira no curso noturno na área.

PROMOÇÃO DE CARNAVAL: Agendamentos (44) 99734-1424.

Voltado a engenheiros agrônomos, técnicos, consultores e produtores, o curso é reconhecido pelo MEC e também permite certificação técnica para quem não possui graduação.

A proposta é capacitar profissionais para o manejo técnico da fertirrigação — técnica que integra água e nutrientes no momento e na dose corretos, elevando produtividade, reduzindo desperdícios e ampliando a eficiência no uso de insumos.

O formato é 100% online, com aulas ao vivo quinzenais à noite e duração aproximada de 10 meses.

Inscrições abertas

As aulas têm início previsto para o final de fevereiro de 2026. As inscrições já estão abertas pelo site oficial da AGREDU.

Para o lançamento, o cupom IRRIGA40 garante 40% de desconto no valor total do curso. Com o benefício, o investimento pode ser parcelado em até 24 vezes de R$ 500 ou quitado à vista por R$ 9 mil.

Potencial de crescimento

Hoje, cerca de 10% das lavouras brasileiras são irrigadas, embora o país tenha potencial muito maior de expansão. Nesse cenário, a qualificação técnica se torna estratégica para aumentar o teto produtivo com sustentabilidade.

Manejo orientado por dados

A formação surge em um momento em que o setor exige maior precisão no uso de água e fertilizantes. Segundo o coordenador do curso, Rodrigo Dal Sasso, a fertirrigação de alta performance representa uma mudança de paradigma. “Quando água e nutrientes são aplicados de forma integrada, na dose correta e no momento fisiologicamente adequado, o produtor deixa o manejo empírico e passa a trabalhar com base técnica e dados. O resultado é ganho consistente de produtividade, eficiência operacional e uso racional de insumos.”

Na prática, a técnica utiliza a própria estrutura de irrigação — pivô central, gotejamento ou microaspersão — como via de nutrição da lavoura, entregando nutrientes diretamente às raízes, com maior aproveitamento e menor perda por volatilização ou lixiviação.

Curso prático, tecnológico e acessível

A pós-graduação é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e tem certificação nacional lato sensu. Para ampliar o acesso, não é obrigatório possuir graduação: neste caso, o participante recebe certificação técnica ao final.

Entre os diferenciais estão:

  • Substituição do TCC por Projeto Aplicado, focado em resolver desafios reais do aluno;

  • Suporte de Inteligência Artificial, com o agente “Léo”, treinado exclusivamente com o conteúdo da formação;

  • Módulo internacional opcional na Universidade de Nebraska (EUA), referência mundial em irrigação;

  • Corpo docente com especialistas como o professor Everardo Chartuni Mantovani, uma das principais autoridades brasileiras na área.

Potencial de expansão no Brasil

De acordo com o Atlas Irrigação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), dos cerca de 84 milhões de hectares cultivados no Brasil, aproximadamente 10% são irrigados. Estudos indicam potencial para até 55 milhões de hectares irrigáveis no país.

No cenário global, o Brasil ocupa a sexta posição em área irrigada, segundo dados da FAO (2023), demonstrando amplo espaço para expansão tecnológica.

Nesse contexto, a qualificação técnica em fertirrigação deixa de ser diferencial e passa a ser estratégia competitiva.

Aplicações e resultados

A técnica pode ser aplicada em diversas culturas — café, frutas, hortaliças, grãos, pastagens e cana-de-açúcar — desde que o sistema seja corretamente dimensionado.

Entre os benefícios apontados:

  • Maior eficiência nutricional

  • Redução de desperdícios

  • Incremento de produtividade

  • Uso racional de fertilizantes

  • Menor impacto ambiental e redução da compactação do solo

“Mais do que comparar custos, é preciso avaliar retorno agronômico e operacional. Projetos bem dimensionados ampliam o teto produtivo e reduzem perdas. Essa lógica técnica e econômica é um dos pilares do curso”, reforça Dal Sasso.