Um esquema criminoso que tinha como destino o Paraná foi interrompido antes de fazer novas vítimas de trabalho análogo à escravidão. Cinco pessoas — três brasileiros e dois paraguaios — foram presas nesta semana, suspeitas de traficar cerca de 50 paraguaios para exploração na colheita de maçã.
A abordagem ocorreu em Ypejhú, próximo à fronteira com o Brasil, no momento em que os brasileiros tentavam cruzar o país em um ônibus. Segundo o Ministério Público do Paraguai, as vítimas eram atraídas com falsas promessas de trabalho e pagamento em reais, mas acabavam submetidas a condições degradantes e sem liberdade.
Relatos indicam que os trabalhadores tiveram documentos e celulares confiscados, reforçando o controle exercido pelos aliciadores. A ação foi resultado de investigação e monitoramento das autoridades paraguaias, que impediram a entrada do grupo no Brasil.
Os suspeitos seguem presos e podem responder por tráfico de pessoas. O caso expõe a gravidade das redes criminosas que atuam na fronteira e exploram trabalhadores vulneráveis com promessas falsas de emprego.


















