Passadas mais de 24 horas do anúncio de que não disputará a Presidência da República, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), tem agora um objetivo definido: concentrar forças na sucessão estadual e na manutenção de seu grupo político no comando do Estado.
A desistência da pré-candidatura ao Palácio do Planalto é vista nos bastidores como uma decisão estratégica. Ao abrir mão da corrida nacional, o governador evita desgastes em um cenário polarizado — especialmente um confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que fez seu partido apoiar o senador Sergio Moro (União) como candidato a governador do Paraná. Morose filiou ao PL e deve concorrer contra o secretário das cidades, Guto Silva (PSD), que deve ser o candidato do grupo de Ratinho.
O movimento ganha ainda mais relevância diante da articulação do PL, que decidiu apoiar o senador Sergio Moro ao governo do Estado. A possível filiação de Moro à sigla elevou o nível da disputa e acendeu o alerta no grupo político de Ratinho Júnior.
Com isso, o governador deve assumir papel central na campanha do seu grupo, que tem como principal nome o atual secretário das Cidades, Guto Silva. A permanência no cargo permite a Ratinho ampliar articulações, fortalecer alianças e enfrentar diretamente o avanço de adversários no Paraná.
No cenário nacional, a saída de Ratinho Júnior da disputa também reorganiza o PSD, que passa a convergir para o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como possível candidato à Presidência.
Internamente, aliados avaliam que a decisão foi influenciada por uma soma de fatores, incluindo o apelo familiar, o ambiente político nacional e, principalmente, a necessidade de garantir protagonismo na disputa estadual.
A leitura predominante é de que, ao recuar da corrida presidencial, Ratinho Júnior preserva capital político e entra mais forte na eleição .
















