No próximo dia 14 de abril, terça-feira, às 19h30, o Campus Regional de Goioerê da Universidade Estadual de Maringá (UEM) se tornará uma janela para o Oriente Médio com a exposição “Cores da Resistência – Grafites nos Muros da Palestina”, que traz ao público 20 fotografias do repórter fotográfico Christian Rizzi.
As imagens são resultado de uma expedição realizada em 2019 nos territórios palestinos, onde o fotógrafo registrou intervenções artísticas no chamado “Muro do Apartheid”, revelando a força da arte como forma de expressão, resistência e identidade em meio a um cenário de conflito. A abertura oficial acontece às 19h30, na Biblioteca do Campus Regional da Universidade Estadual de Maringá.
A mostra terá visitação gratuita até o dia 1º de maio e integra o projeto Gira Cultura UEM, dentro do Programa de Intercâmbios Culturais (Intercult). A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Diretoria de Cultura da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da UEM e a Pró-reitoria de Extensão da UNILA. Após passar por Goioerê, a exposição seguirá para outros campi regionais, ampliando o acesso à arte e promovendo reflexão sobre cultura, política e direitos humanos.
Longe de registrar apenas a frieza do concreto e dos checkpoints, Rizzi focou sua lente na recursividade da vida. Suas imagens revelam como o povo palestino ressignifica as barreiras físicas impostas, transformando-as em uma imensa galeria a céu aberto. Ali, o grafite não é apenas estética, mas um documento histórico, um grito de identidade e uma ferramenta de denúncia política.
Universidades Públicas: Baluartes da Cultura da Paz
Ao abrir suas portas para uma temática tão latente como esta, as universidades públicas brasileiras cumprem sua função de estender o conhecimento para além da sala de aula, promovendo o diálogo com a sociedade civil e com órgãos de representação como a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) e o Comitê Maringaense de Solidariedade à Palestina.
“A exposição mostra que onde há tentativa de silenciamento, a arte floresce como voz. O papel da universidade é justamente este: oferecer o palco para que essas vozes sejam ouvidas”, destaca a organização do evento.
Os grafites captados por Rizzi variam de retratos de figuras históricas a símbolos de esperança, como a chave do retorno e as oliveiras. A mostra convida o visitante a refletir sobre o contraste entre a agressividade da ocupação e a vibração das cores utilizadas pelos artistas locais para manter viva a memória e a esperança de liberdade.



















