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Notícias / Goioerê Operação ambiental identifica irregularidades em oito municípios; Quarto Centenário registrou caso mais grave

sexta-feira, 17 abril de 2026.


Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Paraná revelou uma série de irregularidades ambientais em propriedades rurais de oito municípios da região: Boa Esperança, Campina da Lagoa, Goioerê, Moreira Sales, Quarto Centenário, Rancho Alegre D’Oeste, Ubiratã e Juranda. A ação, realizada entre os dias 14 e 17 de abril dentro da Operação Estoque Limpo II, teve como foco o combate a crimes ambientais ligados ao uso e descarte irregular de agrotóxicos.

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Entre os locais fiscalizados, a situação mais preocupante foi registrada em Quarto Centenário, onde foram encontradas práticas que representam risco direto ao meio ambiente e à saúde pública.

A operação reuniu equipes do Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente), do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça, da Adapar, do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Militar. O objetivo foi verificar o armazenamento correto de defensivos agrícolas, a destinação das embalagens e a possível utilização de produtos ilegais ou contrabandeados.

Fiscalizações e resultados

Durante os quatro dias de trabalho, foram vistoriadas 45 propriedades rurais e três estabelecimentos comerciais. Em 21 delas, foram identificadas irregularidades no acondicionamento de embalagens vazias de agrotóxicos. Ao todo, foram lavrados 47 termos de fiscalização e cinco autos de infração.

A operação também retirou de circulação mais de 1.100 litros de agrotóxicos impróprios para uso. Um caso resultou em prisão em flagrante por armazenamento e transporte de produtos não autorizados. Além disso, três propriedades apresentaram situações de maus-tratos a animais.

Situação crítica em Quarto Centenário

Em Quarto Centenário, os fiscais encontraram embalagens de agrotóxicos descartadas diretamente sobre o solo, a céu aberto, além de outras armazenadas de forma inadequada e expostas às intempéries — cenário que eleva o risco de contaminação do solo e da água.

Também foi constatada a reutilização dessas embalagens para alimentação de animais, prática proibida, além da queima de recipientes, inclusive de produtos de origem estrangeira não autorizados no Brasil.

No mesmo local, foram encontrados seis cães e cinco gatos — entre eles filhotes — em condições precárias, caracterizando maus-tratos. Os animais foram recolhidos por uma ONG de proteção animal de Goioerê. Cinco calopsitas também estavam em ambiente inadequado, sem acesso apropriado a água e alimentação.

Investigações continuam

O Ministério Público informou que as investigações seguem em andamento. Os responsáveis poderão responder por crimes ambientais, que incluem o manejo irregular de substâncias tóxicas e maus-tratos a animais.