Começa nesta quinta-feira (11), às 14h30, o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de 2026. Pela primeira vez na história, o torneio será realizado em três países-sede — México, Estados Unidos e Canadá — e chega marcado por recordes, novidades e grandes expectativas.
A abertura será no Estádio Azteca, na Cidade do México, com o confronto entre México e África do Sul. Na sequência, também entram em campo Coreia do Sul e Tchéquia, dando início à caminhada das seleções em busca do título mundial. O Brasil estréia sábado, às 19 horas contra Marrocos. A final está marcada para o dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A maior Copa da história
A edição de 2026 representa a maior transformação do Mundial desde 1998. Pela primeira vez, a competição contará com 48 seleções, substituindo o formato anterior de 32 participantes.
Ao todo, serão 1.248 jogadores distribuídos em elencos de 26 atletas por seleção. A competição será disputada em 16 estádios espalhados por 16 cidades dos três países-sede.
Com o aumento no número de participantes, a Copa também bate recordes de partidas e duração. Serão 104 jogos ao longo de 39 dias de competição, superando os 64 confrontos e os 33 dias das edições anteriores.
Outra novidade está no formato de classificação. Os dois primeiros colocados de cada um dos 12 grupos avançam diretamente, além dos oito melhores terceiros colocados. Antes das oitavas de final haverá uma fase extra eliminatória, chamada de 16-avos de final.
Estádio Azteca entra para a história
A abertura também será histórica para o tradicional Estádio Azteca. O palco mexicano se tornará o primeiro estádio do mundo a receber três jogos inaugurais de Copas do Mundo, repetindo o feito das edições de 1970 e 1986.
Curiosamente, o confronto de abertura entre México e África do Sul repete exatamente o jogo que abriu a Copa de 2010, realizada na África do Sul.
Shows abrem a festa da Copa
Além do futebol, a Copa do Mundo de 2026 também promete um grande espetáculo musical. A Fifa preparou cerimônias de abertura nos três países-sede, reunindo artistas de renome mundial. Na Cidade do México, a cantora colombiana Shakira será uma das atrações principais e apresentará a música oficial do torneio antes do jogo entre México e África do Sul. Já nos Estados Unidos, em Los Angeles, a brasileira Anitta estará entre os destaques da festa. No Canadá, em Toronto, os shows terão como atrações principais Alanis Morissette e Michael Bublé. A programação reforça o caráter multicultural da primeira Copa realizada simultaneamente em três países.
Novas regras estreiam no Mundial
A Copa de 2026 também servirá como laboratório para mudanças importantes nas regras do futebol, especialmente no combate à cera e na ampliação do uso do árbitro de vídeo (VAR).
Além dos lances de gol, pênalti, cartão vermelho e identificação equivocada de jogadores, o VAR poderá corrigir erros relacionados à aplicação do segundo cartão amarelo e marcações incorretas de escanteio ou tiro de meta.
Entre as novas regras estão:
- Cinco segundos para cobrança de lateral. Caso o prazo seja excedido, a posse de bola passa ao adversário;
- Cinco segundos para cobrança de tiro de meta. O descumprimento gera escanteio para a equipe rival;
- Limite de dez segundos para substituições;
- Jogadores atendidos pela equipe médica deverão permanecer um minuto fora de campo antes de retornar;
- Atletas não poderão se aproximar do banco de reservas enquanto o goleiro recebe atendimento.
Também haverá punições mais rígidas para atitudes antidesportivas. Receberá cartão vermelho o jogador que cobrir a boca durante discussões em campo ou abandonar o gramado em protesto contra decisões da arbitragem.
Favoritos e estrelas em campo
A Argentina chega ao Mundial como líder do ranking da Fifa e mantém a base campeã da Copa de 2022 e da Copa América de 2024, ainda contando com Lionel Messi como principal referência.
A França, campeã em 2018 e vice-campeã em 2022, também aparece entre as seleções mais fortes da competição.
Além das tradicionais potências, a Copa promete marcar a despedida de alguns dos maiores nomes do futebol mundial e, ao mesmo tempo, revelar uma nova geração de talentos que busca espaço no cenário internacional.
Brasil busca o sonhado hexacampeonato
Mesmo sem figurar entre os principais favoritos nas análises prévias, o Brasil chega à Copa carregando o peso de sua história. Única seleção pentacampeã do mundo, a equipe brasileira entra em campo determinada a conquistar o tão sonhado sexto título. A estreia da Seleção Brasileira acontece neste sábado (13), às 19 horas, diante de Marrocos. Confira os jogos do Brasil na fase de grupos:
13 de junho (sábado) – 19h
Brasil × Marrocos
19 de junho (sexta-feira) – 21h30
Brasil × Haiti
24 de junho (quarta-feira) – 19h
Escócia × Brasil
Fatos curiosos que tornam esta Copa única
Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição.
Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.
Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).
Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.
Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio.
No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.
Polêmicas
Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses.
Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território.
Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.
Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.
Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona.
Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.
Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.





















