A segunda fase da Operação Arayú revelou novos detalhes sobre a atuação de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava Umuarama como centro logístico para distribuir grandes carregamentos de entorpecentes para diversas regiões do Paraná e outros estados.
A droga chegava pela região de fronteira, principalmente entre Guaíra e Altônia, sendo transportada por embarcações até pontos de transbordo. Depois, os carregamentos seguiam por rodovias. As investigações apontaram ainda que um dos líderes da organização atuava como “batedor”, monitorando o trajeto dos veículos e repassando informações em tempo real aos motoristas para tentar evitar abordagens policiais.
A apuração teve início após a apreensão de 160,8 quilos de maconha na PR-317, em julho de 2025. A análise dos celulares apreendidos com dois adolescentes que transportavam a droga permitiu ao Gaeco identificar a estrutura da organização e chegar aos responsáveis pela logística do tráfico. As investigações continuam e o material apreendido durante a operação, como celulares e documentos, poderá levar a novas fases da ação e ao cumprimento de novos mandados de prisão.
A Operação Arayú foi realizada de forma integrada entre o Gaeco e a Polícia Rodoviária Estadual, que destacaram a importância da atuação conjunta para combater organizações criminosas que utilizam as rodovias paranaenses como rota para o tráfico de drogas. Durante a operação, além do cumprimento de mandados em Umuarama, Guaíra e Londrina, uma pessoa também foi presa em flagrante por adulteração de veículo.

















