Adolescente diz que atentado em Campo Mourão foi motivado por vingança e afirma que Viridiane era o alvo
Uma reportagem exibida pelo programa Cidade Alerta, na Ric Record, na noite de segunda-feira, 20, traçou uma cronologia da violência registrada nos últimos meses em Campo Mourão e apresentou a possível ligação entre diversos homicídios e o atentado ocorrido na última sexta-feira (17), em uma conveniência da cidade, cujo alvo era Viridiane.
O ataque terminou com duas pessoas inocentes mortas e outras vítimas feridas. O alvo dos disparos seria Viridiane, de 40 anos, que permanece internada em estado grave. As duas pessoas que morreram no local, segundo a polícia, não tinham qualquer envolvimento e foram atingidas por estarem no estabelecimento no momento do atentado.
Segundo a reportagem, O adolescente de 15 anos, que se entregou à Polícia Civil na segunda-feira (20), assumiu a autoria do atentado ocorrido e segundo a polícia, durante o depoimento, o menor afirmou que agiu por vingança em razão de fatos ocorridos em 2024 e declarou que Viridiane era o alvo dos disparos.
De acordo com o relato prestado pelo adolescente, Viridiane teria coordenado uma ação que resultou em lesões contra sua mãe e contra ele próprio. O jovem afirmou ainda que considera o episódio uma tentativa de homicídio da qual foi vítima e que, posteriormente, os acontecimentos culminaram na morte de seu irmão.
Ainda conforme o depoimento, o adolescente disse que guardava esse sentimento de vingança desde então e declarou aos investigadores: “Guardei essa mágoa desde então e fiz agora porque não tive outra oportunidade antes.” A Policia segue com as investigações para identificar outras motivações para o crime.

O adolescente afirmou, em seu depoimento, que o alvo do atentado era Veridiane, que está em coma em estado grave
CONTROLE DO TRÁFICO EM CAMPO MOURÃO
Segundo a reportagem, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter conexão com uma disputa pelo controle do tráfico de drogas e por um possível ato de vingança envolvendo integrantes de organizações criminosas que atuam na região.
A cronologia apresentada pela emissora começa com a prisão de um homem conhecido como “Turco”, apontado pela polícia como líder de um grupo criminoso em Campo Mourão. Ele foi localizado no litoral do Paraná após permanecer oito anos foragido.
Ainda de acordo com a reportagem, Viridiane teria sido companheira do suspeito e, após o fim do relacionamento, teria passado a integrar um grupo rival liderado por um antigo aliado dele, conhecido como “Zulu”, que teria assumido a disputa pelo território deixado após a prisão de “Turco”. Zulu morreu em novembro do ano passado durante um confronto com a Polícia Militar em Campo Grande (MS).
Para sustentar essa linha de investigação, a reportagem relembra uma série de crimes registrados desde o início de 2025 que podem estar ligados ao mesmo conflito.
Entre eles está a execução de uma mulher de 39 anos, amiga de Viridiane, morta em março deste ano no bairro Moradias Condor. A reportagem também cita o assassinato de uma jovem de 23 anos, ocorrido em janeiro em uma conveniência no Jardim Paulista. Nesse caso, conforme informações apresentadas pela emissora, Viridiane aparece entre os investigados por supostamente ter ordenado o crime.
Outro ponto destacado é o histórico do adolescente de 15 anos apontado como autor dos disparos na conveniência. Conforme a reportagem, baseada em informações da polícia, ele já teria envolvimento em outros homicídios e tentativas de homicídio registrados na cidade.
A matéria também mostra que o adolescente é irmão de um jovem de 18 anos executado em 2024 dentro de uma tabacaria, crime que também faria parte da disputa entre facções. O homem apontado como responsável por essa morte acabou sendo assassinado meses depois, junto com a companheira, em Umuarama, após a Operação Leste Sangrento, que teve como alvo integrantes do grupo ligado ao “Turco”.
Outro detalhe revelado pela reportagem é a forma como o atentado teria sido planejado. Segundo a investigação policial, o suspeito poderia ter acompanhado as publicações de Viridiane nas redes sociais, já que ela naquela noite, fez postagens do local. Em seguida, teria saído de casa e ido até o local, onde efetuou diversos disparos. Em seu depoimento, o adolescente afirmou que seguiu Veridiane.
O resultado foi uma tragédia que chocou Campo Mourão: duas pessoas sem qualquer ligação com a disputa criminosa perderam a vida, enquanto o alvo do ataque permanece internado em estado grave. A Polícia continua investigando o caso para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do atentado.



















