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Notícias / Região / Boa Esperança MP Eleitoral arquiva apuração contra presidente da Câmara de Boa Esperança e descarta violência política de gênero

quinta-feira, 10 setembro de 2026.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Comarca de Mamborê arquivou a apuração contra o presidente da Câmara Municipal de Boa Esperança, Reinaldo Adriano dos Santos. A representação, movida pela vereadora Letícia Apolinário da Silva, apontava suposta violência política de gênero sob a alegação de perseguição e constrangimentos no exercício do mandato. No entanto, ao concluir que os episódios se limitavam a atritos políticos e administrativos da rotina parlamentar — sem nenhum indício de crime ou preconceito —, o MP determinou o encerramento definitivo do procedimento.

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A denúncia foi encaminhada inicialmente pela Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e relatava episódios como discussões entre os parlamentares, supostos cortes no áudio das transmissões das sessões, divergências durante debates em plenário e questionamentos sobre a tramitação de um projeto de autoria da vereadora.

Após a análise dos documentos, depoimentos de testemunhas e o interrogatório das partes envolvidas, o promotor eleitoral Luciano Matheus Rahal concluiu que não foram encontrados elementos que caracterizassem crime eleitoral ou prática de violência política motivada por discriminação de gênero.

De acordo com o parecer do Ministério Público Eleitoral, os fatos apresentados estavam relacionados a divergências políticas, questões administrativas e conflitos comuns da atividade legislativa, sem comprovação de tratamento diferenciado em razão da condição de mulher.

Durante a investigação, testemunhas esclareceram que eventuais problemas no sistema de som e nas transmissões das sessões estavam relacionados a falhas técnicas nos equipamentos da Câmara, afastando a hipótese de interferência proposital. Também foi constatado que situações envolvendo convites para eventos institucionais atingiram todos os vereadores, não havendo direcionamento específico contra a parlamentar.

Sobre a tramitação de projetos, o MPE destacou que a organização da pauta e o encaminhamento das matérias seguem as prerrogativas da Mesa Executiva da Câmara. O projeto citado pela vereadora, inclusive, posteriormente foi colocado em votação e aprovado pelo Legislativo.

As discussões ocorridas em plenário também foram avaliadas como parte do debate político natural entre vereadores, sem identificação de manifestações com caráter discriminatório ou relacionadas ao gênero.