O Paraná escolheu neste domingo (4) seu novo governador. Sérgio Moro (PL) foi eleito ainda no primeiro turno, após superar a marca de 50% dos votos válidos. Com 99,87% das urnas apuradas no estado, o resultado é matematicamente irreversível.
Moro deixou para trás seus principais adversários, Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT). Com cerca de 3,1 milhões de votos, garantiu a vitória sem a necessidade de disputar o segundo turno.
Em Goioerê, o prefeito Pedro Coelho teve participação ativa na campanha e ajudou a consolidar uma votação expressiva no município. Ao todo, foram 8.174 votos, diante de 4.338 votos recebidos por Sandro Alex, resultado que evidenciou a força da campanha apoiada pelo prefeito na cidade.
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A vitória leva o ex-juiz da Lava Jato, ex-ministro da Justiça e atual senador da República a uma nova etapa da carreira política. Ele e o vice-governador eleito Edson Vasconcelos tomarão posse em 1º de janeiro de 2027. Moro deixará o Senado para assumir o comando do Palácio Iguaçu pelos próximos quatro anos.

Em Goioerê, o prefeito Pedro Coelho se empenhou na campanha e ajudou a garantir uma votação expressiva: foram 8.174 votos, contra 4.338 votos de Sandro Alex
Uma disputa que chegou aberta à reta final
Embora Sergio Moro tenha permanecido na liderança das principais pesquisas durante boa parte da campanha, sua vitória no primeiro turno não era consenso entre os levantamentos divulgados às vésperas da eleição. O desempenho nas urnas, portanto, colocou Moro acima de parte das projeções apresentadas nos últimos dias da campanha e encerrou a disputa estadual já no primeiro turno.
Quem é Sergio Moro
Natural de Maringá, Sergio Fernando Moro nasceu em 1º de agosto de 1972 e tem 54 anos. Filho de professores, formou-se em Direito e construiu a maior parte de sua trajetória profissional no Judiciário. Ingressou na magistratura federal em 1996 e ganhou projeção nacional enquanto esteve à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Foi nesse período que se tornou um dos principais nomes ligados à Operação Lava Jato, responsável por processos envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Moro deixou a magistratura no fim de 2018 para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro. Permaneceu no cargo entre janeiro de 2019 e abril de 2020. Dois anos depois, disputou sua primeira eleição e foi eleito senador pelo Paraná em 2022, iniciando o mandato em fevereiro de 2023.
Em 2026, deixou o União Brasil e ingressou no Partido Liberal para disputar o Governo do Paraná. Sua candidatura foi lançada em uma chapa pura do PL, tendo o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos, como candidato a vice-governador.
Campanha marcada por segurança, gestão e combate à corrupção
Durante a campanha, Moro buscou transferir para a disputa estadual parte das bandeiras que marcaram sua trajetória nacional. Segurança pública, combate ao crime organizado, enfrentamento à corrupção, eficiência administrativa, investimentos e redução da burocracia estiveram entre os principais temas apresentados pelo candidato.
Moro também procurou reforçar a promessa de montar uma administração baseada em critérios técnicos, defendendo maior controle dos gastos públicos e redução da influência de interesses partidários sobre a estrutura do governo.
Desafios no Palácio Iguaçu
Com a vitória, Moro passa da condição de senador para responsável direto pela administração de um dos maiores estados do país. Segurança pública deve estar entre as principais marcas do novo governo. Durante a campanha, Moro defendeu maior integração das forças policiais e de inteligência, combate ao crime organizado e fortalecimento das ações nas regiões de fronteira.
Na economia, prometeu reduzir burocracias e criar condições para ampliar os investimentos privados e a geração de empregos.
Saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento do interior também estarão entre as áreas que deverão ocupar espaço central na nova administração.
Outro desafio será transformar o discurso de combate à corrupção e eficiência administrativa, associado à trajetória política de Moro, em políticas concretas de gestão estadual.















