Novo faz os dois deputados mais votados do estado, PL e PT elegem cinco cada e bancada paranaense chega a Brasília com uma mistura de estreantes e nomes conhecidos
O Paraná definiu neste domingo, 4 de outubro, os 30 deputados federais que representarão o estado em Brasília a partir de fevereiro de 2027. O resultado trouxe uma bancada marcada por mudanças importantes, mas sem eliminar nomes que há anos fazem parte da política paranaense. De um lado, candidatos impulsionados por forte presença digital e estreantes na Câmara. Do outro, parlamentares experientes que conseguiram renovar seus mandatos.
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No topo da votação, o grande destaque foi Jeffrey Chiquini (Novo). O advogado recebeu 425.399 votos e terminou como o deputado federal mais votado do Paraná.
O segundo lugar também ficou com o Novo: Guilherme Kilter recebeu 269.832 votos. Sargento Fahur (PL), com 242.643, completou o trio de candidatos com as maiores votações do estado.
A eleição também produziu uma divisão partidária bastante fragmentada. PL e PT elegeram cinco deputados cada. Novo, PSD e PP ficaram com quatro cadeiras cada; União Brasil, Podemos e Republicanos, com duas; enquanto PV e MDB conquistaram uma vaga cada.
Vale lembrar que, na eleição proporcional, a distribuição das cadeiras considera primeiro o desempenho dos partidos e federações e, depois, a votação dos candidatos dentro de cada grupo. Isso explica por que simplesmente ordenar os candidatos pelo número de votos não é suficiente para saber quem será eleito.
Os 30 deputados federais eleitos pelo Paraná
NOVO – 4 eleitos
Jeffrey Chiquini – 425.399
Guilherme Kilter – 269.832
Henrique Mecabô – 65.706
Paulo Martins – 44.029
PL – 5 eleitos
Sargento Fahur – 242.643
Rosangela Moro – 146.417
Vermelho – 72.166
Delegado Francischini – 53.207
Ricardo Arruda – 51.663
PT – 5 eleitos
Ana Júlia – 184.691
Zeca Dirceu – 160.650
Renato Freitas – 115.227
Carol Dartora – 101.823
Arilson Chiorato – 77.671
PSD – 4 eleitos
Beto Preto – 177.032
Paranhos – 99.070
Leandre – 90.185
Luizão Goulart – 63.480
PP – 4 eleitos
Ricardo Barros – 94.050
Toninho Wandscheer – 88.157
Tião Medeiros – 85.951
Marcelo Belinati – 83.906
UNIÃO BRASIL – 2 eleitos
Delegado Matheus Laiola – 113.690
Paulo Litro – 88.601
PODEMOS – 2 eleitos
Felipe Francischini – 106.907
Da Costa do Perdeu Piá – 86.070
REPUBLICANOS – 2 eleitos
Pedro Lupion – 109.874
Newton Bonin – 54.935
PV – 1 eleito
Aliel Machado – 118.691
MDB – 1 eleito
Sergio Souza – 69.791
Além dos números: o que chama atenção na nova bancada paranaense
Mais do que revelar vencedores e derrotados, a eleição para a Câmara mostrou algumas mudanças interessantes no perfil da representação do Paraná em Brasília.
Jeffrey Chiquini dispara e o Novo ocupa o topo: Jeffrey Chiquini foi o principal fenômeno eleitoral da disputa para deputado federal no Paraná. Advogado criminalista e bastante ativo nas redes sociais, ele terminou a eleição com 425.399 votos, abrindo uma vantagem de mais de 155 mil votos sobre o segundo colocado.
E o segundo colocado veio do mesmo partido. Guilherme Kilter recebeu 269.832 votos e garantiu ao Novo as duas maiores votações individuais para deputado federal no Paraná em 2026. Além deles, o partido elegeu Henrique Mecabô e Paulo Martins, chegando a quatro cadeiras.
Segurança pública continua encontrando espaço nas urnas: Candidaturas fortemente associadas ao discurso e à atuação na área de segurança pública voltaram a aparecer entre os eleitos.
Sargento Fahur conquistou 242.643 votos e terminou como o terceiro deputado federal mais votado do Paraná. Também estarão na bancada Delegado Matheus Laiola e Delegado Francischini.
Os próprios nomes usados nas urnas revelam uma característica já conhecida das eleições paranaenses: a presença de candidatos que transformam a trajetória profissional nas forças de segurança em parte central de sua identidade política.
Renovação divide espaço com políticos experientes: A mudança da bancada não significou uma ruptura completa com os nomes já conhecidos do eleitor paranaense.
Zeca Dirceu, Ricardo Barros, Pedro Lupion, Leandre, Toninho Wandscheer, Sergio Souza, Beto Preto, Aliel Machado, Carol Dartora e outros parlamentares conseguiram permanecer na Câmara.
PT mistura novos nomes e continuidade: O PT terminou a disputa com cinco cadeiras.
Ana Júlia aparece como o principal destaque da legenda. Com 184.691 votos, foi a quarta candidata mais votada de todo o Paraná e a primeira colocada entre os nomes do partido.
Renato Freitas e Arilson Chiorato também chegam à bancada federal, enquanto Zeca Dirceu e Carol Dartora permanecem na Câmara.
O interior segue com peso na bancada: A nova representação paranaense está longe de ficar concentrada apenas na capital.
Nomes com trajetórias políticas construídas em diferentes regiões do estado conquistaram vagas, entre eles Beto Preto, Paranhos, Tião Medeiros, Marcelo Belinati, Paulo Litro e Vermelho.
Alguns nomes conhecidos não conseguiram voltar: Se de um lado houve parlamentares experientes que conseguiram renovar seus mandatos, de outro, a eleição deixou fora da lista dos 30 eleitos políticos bastante conhecidos do eleitorado.
Um dos casos foi o de Luisa Canziani, que ocupava uma cadeira na Câmara desde 2019 e buscava o terceiro mandato consecutivo, mas não conseguiu a reeleição.
Também disputaram a eleição nomes de longa trajetória na política estadual, como Beto Richa, Roberto Requião e Marcelo Rangel, que não aparecem entre os 30 deputados eleitos.
Quatro detalhes que ajudam a entender o resultado
Poucos resultados chamam tanta atenção quanto o desempenho do Novo. Além de eleger quatro deputados, a sigla colocou Jeffrey Chiquini e Guilherme Kilter nas duas primeiras posições da votação geral.
A representação feminina continuará pequena na bancada paranaense. Entre os 30 deputados federais eleitos, apenas quatro são mulheres: Ana Júlia, Rosangela Moro, Carol Dartora e Leandre.
Isso significa que as mulheres ocuparão pouco mais de 13% das cadeiras destinadas ao Paraná na Câmara dos Deputados.
As declarações entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral também mostram como patrimônio pessoal e desempenho eleitoral não caminham necessariamente juntos.
Jeffrey Chiquini, o mais votado do estado, declarou aproximadamente R$ 6,4 milhões em bens. Guilherme Kilter, segundo colocado, informou patrimônio de cerca de R$ 143 mil.
Já Newton Bonin, eleito com 54.935 votos, declarou patrimônio total superior a R$ 75,6 milhões. Entre os bens informados à Justiça Eleitoral está um apartamento avaliado em R$ 10,8 milhões, além de participações societárias e créditos.
No fim, a bancada que assume em 1º de fevereiro de 2027 reunirá perfis bastante diferentes: advogados, delegados, militares, empresários, ex-prefeitos, políticos veteranos e nomes que cresceram principalmente no ambiente digital.
















