Quatro homens apontados como suspeitos de envolvimento no quádruplo homicídio ocorrido em Icaraíma, no Paraná, em agosto de 2025, foram presos pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nas primeiras horas desta terça-feira (18). As capturas representam um importante avanço em uma investigação que atravessou fronteiras estaduais e mobilizou diferentes forças de segurança.
As prisões ocorreram após um trabalho de inteligência e monitoramento dos possíveis esconderijos dos investigados. Pai e filho foram encontrados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, os dois tentaram fugir durante a abordagem, mas acabaram capturados em uma área de mata.
Outro filho de um dos foragidos foi localizado e preso em Santa Bárbara d’Oeste (SP). O quarto investigado já estava detido por outro crime e teve cumprida a ordem de prisão relacionada ao caso de Icaraíma.
De acordo com o Departamento de Operações Especiais, as equipes passaram a acompanhar os investigados depois de conseguirem identificar os locais onde possivelmente estavam escondidos.
O delegado Izaias Cordeiro, chefe da Subdivisão Policial de Umuarama, destacou que as buscas continuaram de forma ininterrupta desde a identificação dos suspeitos.

As vítimas: Alencar Gonçalves de Souza, Carlos Henrique de Souza, Cleiton de Souza e Marcos Vinícius de Souza
Crime chocou a região
O caso teve início em 5 de agosto de 2025, em uma área rural de Icaraíma. As vítimas foram Alencar Gonçalves de Souza, Carlos Henrique de Souza, Cleiton de Souza e Marcos Vinícius de Souza.
Segundo as investigações, uma das vítimas, moradora de Icaraíma, teria contratado três homens do Estado de São Paulo para auxiliá-la na cobrança de uma dívida. O trio chegou ao município no dia 4 de agosto e iniciou as cobranças.
No dia seguinte, os quatro homens foram mortos.
A localização onde o crime ocorreu tornou a investigação ainda mais complexa. Trata-se de uma região rural, com dificuldades de comunicação, ausência de testemunhas e poucos vestígios. Conforme apurado pela polícia, após os assassinatos, os responsáveis ainda teriam limpado o local e escondido os corpos, numa tentativa de dificultar a descoberta do crime.




















