Campo Mourão passa a integrar o mapa nacional da qualificação estratégica do agronegócio com o lançamento da Fertileader, primeira pós-graduação do país totalmente dedicada à fertirrigação de alta performance.
A formação é fruto da parceria entre a AGREDU e o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, instituição que oferece Agronomia desde 1999 e foi pioneira no curso noturno na área.
Voltado a engenheiros agrônomos, técnicos, consultores e produtores, o curso é reconhecido pelo MEC e também permite certificação técnica para quem não possui graduação.
A proposta é capacitar profissionais para o manejo técnico da fertirrigação — técnica que integra água e nutrientes no momento e na dose corretos, elevando produtividade, reduzindo desperdícios e ampliando a eficiência no uso de insumos.
O formato é 100% online, com aulas ao vivo quinzenais à noite e duração aproximada de 10 meses.
Inscrições abertas
As aulas têm início previsto para o final de fevereiro de 2026. As inscrições já estão abertas pelo site oficial da AGREDU.
Para o lançamento, o cupom IRRIGA40 garante 40% de desconto no valor total do curso. Com o benefício, o investimento pode ser parcelado em até 24 vezes de R$ 500 ou quitado à vista por R$ 9 mil.
Potencial de crescimento
Hoje, cerca de 10% das lavouras brasileiras são irrigadas, embora o país tenha potencial muito maior de expansão. Nesse cenário, a qualificação técnica se torna estratégica para aumentar o teto produtivo com sustentabilidade.
Manejo orientado por dados
A formação surge em um momento em que o setor exige maior precisão no uso de água e fertilizantes. Segundo o coordenador do curso, Rodrigo Dal Sasso, a fertirrigação de alta performance representa uma mudança de paradigma. “Quando água e nutrientes são aplicados de forma integrada, na dose correta e no momento fisiologicamente adequado, o produtor deixa o manejo empírico e passa a trabalhar com base técnica e dados. O resultado é ganho consistente de produtividade, eficiência operacional e uso racional de insumos.”
Na prática, a técnica utiliza a própria estrutura de irrigação — pivô central, gotejamento ou microaspersão — como via de nutrição da lavoura, entregando nutrientes diretamente às raízes, com maior aproveitamento e menor perda por volatilização ou lixiviação.
Curso prático, tecnológico e acessível
A pós-graduação é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e tem certificação nacional lato sensu. Para ampliar o acesso, não é obrigatório possuir graduação: neste caso, o participante recebe certificação técnica ao final.
Entre os diferenciais estão:
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Substituição do TCC por Projeto Aplicado, focado em resolver desafios reais do aluno;
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Suporte de Inteligência Artificial, com o agente “Léo”, treinado exclusivamente com o conteúdo da formação;
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Módulo internacional opcional na Universidade de Nebraska (EUA), referência mundial em irrigação;
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Corpo docente com especialistas como o professor Everardo Chartuni Mantovani, uma das principais autoridades brasileiras na área.
Potencial de expansão no Brasil
De acordo com o Atlas Irrigação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), dos cerca de 84 milhões de hectares cultivados no Brasil, aproximadamente 10% são irrigados. Estudos indicam potencial para até 55 milhões de hectares irrigáveis no país.
No cenário global, o Brasil ocupa a sexta posição em área irrigada, segundo dados da FAO (2023), demonstrando amplo espaço para expansão tecnológica.
Nesse contexto, a qualificação técnica em fertirrigação deixa de ser diferencial e passa a ser estratégia competitiva.
Aplicações e resultados
A técnica pode ser aplicada em diversas culturas — café, frutas, hortaliças, grãos, pastagens e cana-de-açúcar — desde que o sistema seja corretamente dimensionado.
Entre os benefícios apontados:
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Maior eficiência nutricional
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Redução de desperdícios
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Incremento de produtividade
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Uso racional de fertilizantes
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Menor impacto ambiental e redução da compactação do solo
“Mais do que comparar custos, é preciso avaliar retorno agronômico e operacional. Projetos bem dimensionados ampliam o teto produtivo e reduzem perdas. Essa lógica técnica e econômica é um dos pilares do curso”, reforça Dal Sasso.
















