Um caso investigado pela Polícia Civil do Paraná acende um importante alerta para pais e responsáveis sobre os riscos que crianças e adolescentes podem enfrentar em jogos on-line. Um homem de 21 anos foi preso suspeito de usar plataformas como Roblox e Free Fire para conquistar a confiança de crianças e induzi-las ao envio de imagens íntimas.
A investigação começou após a mãe de uma menina de 10 anos, de Arapoti (PR), estranhar o comportamento da filha ao perceber que ela usava o celular durante a madrugada. Ao verificar as conversas no Roblox, encontrou mensagens em que a criança era orientada a migrar para outros aplicativos, onde o suspeito pedia fotos íntimas e enviava conteúdo de natureza sexual.
Segundo a Polícia Civil, o homem fingia ter entre 13 e 15 anos para ganhar a confiança das vítimas, prática conhecida como grooming, quando um adulto manipula emocionalmente uma criança ou adolescente com o objetivo de cometer abusos. Até o momento, cinco vítimas já foram identificadas, mas a polícia investiga se há outros casos.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, foram apreendidos celular, videogame e dispositivos de armazenamento que passarão por perícia. O investigado poderá responder por crimes relacionados ao aliciamento e à exploração sexual de crianças.
Atenção aos sinais
Especialistas reforçam que o principal meio de prevenção continua sendo o acompanhamento da rotina digital das crianças. Mudanças de comportamento, uso do celular escondido, conversas sigilosas e resistência em mostrar com quem estão interagindo podem indicar que algo não está bem.
Mais do que fiscalizar, o diálogo entre pais e filhos é considerado essencial para que a criança se sinta segura para relatar situações de risco. A orientação é que os responsáveis acompanhem os jogos utilizados pelos filhos, conheçam as ferramentas de segurança das plataformas e conversem frequentemente sobre os perigos de manter contato com pessoas desconhecidas na internet.
Embora plataformas como o Roblox tenham ampliado as restrições de segurança para usuários menores de idade, especialistas alertam que nenhuma ferramenta substitui a supervisão da família e a construção de uma relação de confiança entre pais e filhos.
Fonte: G1Paraná


















