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O sonho de ter uma padaria acompanha Gessica da Silva Santos há cerca de dez anos. O desejo de trabalhar com alimentos sempre esteve presente, mas, por muito tempo, pareceu distante da realidade. Mesmo assim, o improvável aconteceu: no próximo dia 6 de maio, a Don Aquino’s Bakery completa seu primeiro ano de atividade.
Atualmente, o cardápio reúne cerca de dez opções de cookies, todos sem glúten, desde a massa até os recheios e ingredientes utilizados. A produção também começou a se expandir para novos itens, como pães sem ovo e sem lactose, atendendo diferentes restrições alimentares.
Mais que um negócio, um propósito
Hoje, a Don Aquino’s Bakery carrega uma história construída a partir de desafios que se transformaram em aprendizado. Um diagnóstico equivocado despertou empatia, a vontade de uma filha impulsionou a criação, o incentivo do marido ajudou a dar o primeiro passo e a aprovação de uma cliente trouxe a confiança necessária para seguir em frente.
Sem emprego, sonho da padaria ganha força
Antes de dar o primeiro passo no empreendedorismo, Gessica buscou um emprego de meio período que permitisse conciliar a rotina com os cuidados com a filha, Alice Santos de Aquino. Sem sucesso, decidiu compartilhar a ideia com o marido, Adenilson de Aquino. “Acho que está na hora de começar minha tão sonhada padaria, nem que seja da cozinha de casa”, contou. O incentivo veio imediato. E, diante das dificuldades para alugar um ponto comercial, foi dentro de casa que o projeto começou a ganhar forma.
Acostumada a encontrar respostas na fé, Gessica buscou orientação em um momento de incerteza. Foi nesse período que fez uma oração pedindo direção para iniciar algo diferente — um produto que pudesse abrir caminho para o tão esperado negócio.
Quando a dificuldade virou aprendizado
Foi nesse processo de planejamento — entre anotações de receitas e cálculos de custos — que veio a orientação médica: o glúten precisaria ser retirado da alimentação da família. A notícia trouxe impacto imediato e exigiu uma mudança brusca de rotina. A adaptação não foi simples. “Quase tudo tem glúten”, lembra Gessica, ao descrever o desafio de lidar com restrições em situações comuns do dia a dia, como festas e encontros sociais.
Determinada a se adaptar, ela iniciou uma fase intensa de aprendizado. As primeiras tentativas não deram certo — bolos duros e receitas que não funcionavam como o esperado. Foi então que começou um processo de estudo mais aprofundado. Gessica passou a testar combinações, ajustar ingredientes e, na prática, desenvolver suas próprias receitas.
Para isso, buscou conhecimento em cursos online, aulas presenciais e livros especializados. Também contou com o apoio de profissionais da área em Goioerê, que contribuíram com orientações técnicas e até conselhos importantes para enfrentar os desafios do início do negócio.
A resposta veio de forma simples, dentro de casa. Foi a pequena Alice quem deu o empurrão decisivo ao pedir, com a naturalidade de criança: “Mamãe, faz cookie”. Até então, Gessica nunca havia preparado a receita e, diante do pedido, precisou aprender do zero.
Movida pelo desejo de atender a filha, que ficou com vontade de comer ao ver os coleguinhas levando de lanche na escola, Gessica começou a buscar informações e testar versões sem glúten. Foram muitas tentativas, ajustes e erros até chegar a um resultado satisfatório. Quando finalmente acertou a receita, surgiu também uma nova possibilidade.
Ao perceber o potencial do produto, foi o marido, Adenilson, que sugeriu transformar os cookies em negócio. A ideia, porém, veio acompanhada de insegurança. Gessica temia a rejeição do público. “As pessoas ainda associam o ‘sem glúten’ a algo sem sabor, como se fosse um alimento restrito ou sem qualidade”, explica.
Mesmo com a dúvida, foi justamente esse diferencial que mais tarde se tornaria o principal atrativo da marca.
A validação que trouxe confiança
A confirmação de que estava no caminho certo veio pelas redes sociais. Enquanto produzia os primeiros cookies em casa, Gessica acompanhava comentários no Instagram e se deparou com a postagem de uma jovem comentando, de forma espontânea, que estava com vontade de comer cookie — foi o incentivo que faltava para ela oferecer o seu produto.
Incentivada pelo marido, decidiu entrar em contato e pedir uma avaliação sincera dessa pessoa. Mesmo com receio, enviou uma mensagem oferecendo os cookies para teste.
O retorno foi imediato e positivo. A aprovação da cliente trouxe a segurança que faltava para dar início às vendas e transformou a insegurança em motivação para seguir em frente.
Foi então que surgiu a dúvida: e agora?
Com tudo pronto — preços definidos, sabores escolhidos e o cardápio preparado — Gessica voltou ao médico para novos exames. Foi nesse momento que veio a reviravolta: a família não tinha, na verdade, nenhuma restrição alimentar. O diagnóstico inicial estava errado.
A confirmação veio justamente quando o negócio já estava estruturado para começar. Mesmo diante da mudança, a decisão foi seguir em frente com a proposta que havia nascido daquele processo.
Para Gessica, toda a situação teve um propósito. Ela acredita que a experiência foi uma forma de aprendizado. “Se eu não tivesse passado por isso, não saberia o que é viver sem poder comer certas coisas, nem entenderia essa necessidade”, reflete.
Diante do novo cenário, veio a decisão definitiva. Questionada pelo marido se seguiria com os produtos sem glutem, ela não hesitou. Optou por investir no que havia aprendido ao longo do processo — um produto diferente, ainda pouco explorado em Goioerê.
Da cozinha de casa para a cidade
A Don Aquino’s Bakery começou oficialmente no dia 6 de maio do ano passado, ainda de forma simples e totalmente caseira. A produção era feita na cozinha da própria residência, com vendas realizadas principalmente pelas redes sociais e WhatsApp — hoje, também com presença no iFood.
A rotina exigia dedicação intensa. Com um forno doméstico e produção limitada, ela organizava dias específicos para preparar os pedidos, muitas vezes começando ainda de madrugada. Depois, com os produtos prontos, partia para a divulgação direta: percorria o comércio de Goioerê com uma bandeja de cookies, oferecendo o produto.
O trabalho rapidamente se transformou em uma parceria familiar. Nos momentos de folga, o marido Adenilson passou a ajudar nas vendas, levando os cookies até empresas da cidade, muitas vezes ao lado da filha Alice. Com espontaneidade de criança, ela também participava: munida de cartões com o contato da Don, a cada recusa entregava um e dizia com naturalidade: “quando quiser, é só fazer um pedido”. A estratégia era clara — fazer o público experimentar para quebrar a resistência em relação ao “sem glúten”.
E foi justamente na prática que veio a aceitação. Muitos clientes consumiam sem saber e se surpreendiam ao descobrir. “Nem parece sem glúten” se tornou uma das frases mais ouvidas — e também o principal indicativo de que o produto havia conquistado seu espaço no mercado local.
Crescimento e novas conquistas
Para Gessica, os cookies representam mais do que um produto: são a resposta de um caminho que começou com fé e persistência.
Com o aumento da demanda, veio o investimento em um forno semi-industrial, capaz de assar cerca de 40 cookies por vez — um salto significativo em relação ao equipamento doméstico utilizado no início. A mudança permitiu ampliar a produção e atender melhor os pedidos.
O crescimento também motivou a criação de um espaço próprio. Sem condições de arcar com aluguel, a solução encontrada foi adaptar um cômodo na lateral da casa, voltado para a rua. Com o apoio do pai, que ajudou na reforma, o local foi transformado em um ambiente de produção e atendimento, onde hoje os clientes já podem encontrar os produtos.
A nova meta é investir em equipamentos que ampliem ainda mais a produção dos pães, como um amassador de massa. Enquanto isso, a rotina já cria hábitos entre os clientes que aguardam quatro vezes na semana, por volta das 16h, os pães fresco para o café da tarde.
Mais que um negócio, um propósito
Hoje, a Don Aquino’s Bakery carrega uma história construída a partir de desafios que se transformaram em aprendizado. Um diagnóstico equivocado despertou empatia, a vontade de uma filha impulsionou a criação, o incentivo do marido ajudou a dar o primeiro passo e a aprovação de uma cliente trouxe a confiança necessária para seguir em frente.
O negócio nasceu em 2025, dentro da cozinha de casa, ganhou espaço nas redes sociais e, com o tempo, conquistou um endereço próprio, com produção regularizada e vitrine aberta ao público.
Mesmo sem a necessidade atual de restrição alimentar dentro de casa, Gessica mantém o propósito que deu origem à marca: atender pessoas que convivem com limitações como intolerância ao glúten, à lactose ou ao ovo. A experiência vivida foi determinante para isso. “Eu sei como é estar em um lugar e não poder comer”, resume.
Mais do que cookies, a Don Aquino’s Bakery entrega inclusão — a certeza de que é possível comer bem, com sabor e sem restrições que machucam. De um espaço simples na lateral de casa, nasceu um negócio construído com amor de mãe, dedicação ao aprendizado, formalização e muito trabalho. Uma história que mostra que, às vezes, os caminhos mais improváveis levam aos resultados mais verdadeiros — e que só entende quem prova.
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