Com a aproximação de mais uma safra de verão, o município de Goioerê volta a contar com uma estrutura de monitoramento preventivo da ferrugem-asiática da soja. A unidade local do IDR-Paraná realizou a instalação do coletor de esporos para a safra atual, dando continuidade a um trabalho técnico desenvolvido com sucesso no município desde o ciclo 2016/2017.
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A iniciativa auxilia os produtores rurais a identificar a presença de esporos do fungo no ar, permitindo um planejamento mais preciso das aplicações de fungicidas, evitando pulverizações desnecessárias e contribuindo para a redução de custos e a sustentabilidade da produção agrícola.
A ação faz parte do programa Alerta Ferrugem, promovido pelo IDR-Paraná em parceria com a Embrapa Soja, o Sistema Faep/Senar e outras entidades. Em Goioerê, as atividades são conduzidas pelo engenheiro agrônomo Salvador Antonio Sarto, que reforça o convite para que produtores rurais visitem a unidade local do IDR-Paraná para conhecer o funcionamento do equipamento e a rotina de análises.
Equipamento instalado na comunidade Fonte Azul
Assim como nas safras anteriores, o coletor de esporos foi instalado na propriedade dos produtores rurais Valdenir e Luciano De Vechi, localizada na comunidade Fonte Azul, no município de Goioerê.
O equipamento é responsável por captar esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem-asiática da soja, que são transportados pelas correntes de ar. Semanalmente, as lâminas do coletor são recolhidas e analisadas com o auxílio de um microscópio biológico binocular. O procedimento permite identificar a presença de esporos do fungo na região antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas da doença nas lavouras.
Monitoramento proporciona economia aos produtores
Os dados acumulados desde 2016, em Goioerê e em outras regiões do Paraná, demonstram a importância do monitoramento para a redução dos custos de produção e dos impactos ambientais. Ao utilizar as informações sobre a presença de esporos como um dos critérios para definir o momento da primeira aplicação de fungicidas, em vez de seguir apenas um calendário fixo de pulverizações, os produtores podem realizar um controle mais eficiente e econômico da doença.
De acordo com os resultados médios apresentados pelo programa, o monitoramento tem proporcionado uma redução de 33% no número de aplicações de fungicidas, além de permitir o adiamento da primeira pulverização em aproximadamente 15 dias. A economia estimada chega a 1,8 saca de soja por hectare, em comparação com áreas sem monitoramento, sem comprometer a produtividade. Há, inclusive, registros de lavouras que chegaram à colheita sem a necessidade de aplicações específicas de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática.
Estratégia importante para a safra
A soja representa uma das principais atividades da economia agropecuária paranaense, respondendo por cerca de 60% do setor, conforme os dados apresentados pelo programa. Já a ferrugem-asiática está entre as doenças mais preocupantes da cultura, podendo provocar perdas de produtividade que variam de 10% a 90% em situações de ausência de controle.
Diante desse cenário, o monitoramento de esporos constitui uma importante ferramenta de apoio ao Manejo Integrado de Doenças (MID), que também envolve medidas como o cumprimento do vazio sanitário, a utilização de cultivares precoces e o uso racional de fungicidas.
Informações disponíveis aos produtores
Os resultados das análises e os mapas de detecção dos esporos são disponibilizados periodicamente para consulta pública, permitindo que os agricultores acompanhem a situação da ferrugem-asiática na região e utilizem essas informações no planejamento do manejo de suas lavouras.
Os dados podem ser consultados pelos endereços cutt.ly/AlertaFerrugem e consorcioantiferrugem.net.















