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Notícias / Paraná Médico que já foi prefeito e deputado estadual no Paraná é alvo de denúncias de abuso em pacientes

sexta-feira, 17 abril de 2026.

O caso envolvendo o médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos (foto), ganhou novos desdobramentos após outras mulheres procurarem a polícia para relatar supostos abusos durante atendimentos médicos em Irati. Além da atuação na medicina, Felipe Lucas construiu uma trajetória pública na política. Ele já ocupou cargos como vereador, prefeito de Irati e deputado estadual, consolidando uma carreira de influência na região ao longo das últimas décadas.

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Até o momento, ao menos três mulheres já procuraram a polícia para denunciar o médico. A primeira acusação veio à tona recentemente e, após a repercussão do caso, outras duas vítimas decidiram se manifestar, relatando situações semelhantes durante atendimentos. Segundo a investigação, o número de denúncias pode aumentar à medida que mais possíveis vítimas se sintam seguras para procurar as autoridades.

De acordo com o delegado Luis Henrique Dobrychtop, responsável pela investigação, os novos depoimentos apresentam semelhanças com a denúncia inicial e indicam um possível padrão de comportamento. As mulheres afirmaram que só decidiram denunciar após tomarem conhecimento de que o médico havia se tornado réu na Justiça por violação sexual mediante fraude.

Segundo o delegado, as vítimas relataram que, durante consultas, o profissional teria se aproveitado da posição de confiança para praticar atos inadequados, utilizando supostos procedimentos médicos como justificativa. Em um dos casos, a paciente afirmou que o médico realizou toques íntimos sob a alegação de estímulo à libido — prática que, conforme apontado na investigação, não possui respaldo científico.

As novas denúncias também revelam que o receio da influência política do médico teria contribuído para o silêncio das vítimas por um longo período. Felipe Lucas tem trajetória pública, tendo atuado como ex-deputado estadual, ex-prefeito e ex-vereador no município.

A defesa do médico nega todas as acusações. Em nota, os advogados afirmam que ele nunca praticou qualquer tipo de crime ao longo de sua carreira, que ultrapassa 50 anos, e alegam que os atendimentos eram realizados com acompanhamento de profissionais da área da saúde. A defesa também sustenta que há tentativas de prejudicar a reputação do médico e que medidas judiciais serão adotadas diante das acusações.

Fonte: G1Paraná