Um caso que mistura prejuízo coletivo e ostentação individual ganhou novos contornos no Paraná. O empresário Celso Fruet, de 72 anos, condenado por aplicar um golpe milionário contra agricultores, teria mantido um padrão de vida elevado mesmo enquanto era procurado pela polícia.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), extratos bancários revelaram que Fruet continuou gastando com clínicas de estética, lazer e tecnologia, mesmo após deixar um rastro de prejuízos que ultrapassa R$ 20 milhões e atinge mais de 100 produtores rurais.
Enquanto agricultores enfrentavam dificuldades financeiras após não receberem pela venda de suas produções, Fruet mantinha despesas consideradas incompatíveis com alguém que alegava intenção de quitar dívidas.
O empresário foi preso em novembro de 2025, na cidade de Francisco Beltrão, após passar cerca de quatro meses foragido. A prisão foi realizada pela Polícia Civil. Na sentença, ele foi condenado a mais de 16 anos de reclusão por 126 crimes de estelionato, além do pagamento de multa e da obrigação de ressarcir aproximadamente R$ 23,8 milhões às vítimas.
Segundo as investigações, Fruet era proprietário de uma cerealista em Campo Bonito e recebia a produção de soja, milho e trigo dos agricultores para comercialização. No entanto, após a venda dos grãos, os valores não eram repassados aos produtores.
Outro ponto que agravou o caso foi o fato de que, mesmo após vender a empresa para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, o empresário continuou negociando com os agricultores sem informar sobre a mudança. Ele seguia recebendo as cargas normalmente, mas sem efetuar os pagamentos, deixando um prejuízo milionário para as vítimas.
Fonte: G1 Paraná/Foto: redes sociais
















