Com 53% do eleitorado e a maior taxa de indecisão, público feminino é o principal foco dos candidatos ao Palácio Iguaçu, segundo levantamento do G1 Paraná
As mulheres representam a maioria dos eleitores aptos a votar no Paraná nas eleições gerais de 2026. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), dos 8,4 milhões de cidadãos que vão às urnas em 4 de outubro, 4.443.232 são mulheres (53%) e 3.968.226 são homens (47%).
Curitiba lidera o colégio eleitoral com 1,37 milhão de votantes, seguida por Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu.
Além da vantagem numérica, o segmento feminino concentra o maior índice de indefinição: segundo pesquisa Quaest, 23% das eleitoras declaram-se indecisas na disputa estadual. Apesar do peso nas urnas, a representatividade na chapa majoritária permanece reduzida: há apenas uma mulher concorrendo a governadora e duas como candidatas a vice.
Violência contra a mulher no centro do debate
O Paraná ocupa atualmente a terceira posição nacional em registros de feminicídio, de acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública — foram 55 casos contabilizados no primeiro semestre de 2026. A segurança pública e o atendimento à saúde feminina tornaram-se tópicos centrais nos planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conforme levantamento do G1 PR, veja os principais pontos propostos pelos candidatos:
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Adriano Funileiro (PCO): Sugere aposentadoria aos 25 anos de contribuição para mulheres e 30 para homens dentro da revisão das reformas federais — medida de competência do Congresso Nacional. Não detalhou outras ações voltadas ao público feminino.
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Alexandre Salomão (Mobiliza): Concentra a pauta na participação de sua candidata a vice, Daiana Criminacio, com foco no incentivo à presença feminina na política e na educação inclusiva.
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Luiz França (Missão): Defende metas estritas em segurança e questiona a utilização do Fundo Paraná para assistência jurídica e psicológica a vítimas de violência, sem indicar fonte alternativa de custeio.
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Requião Filho (PDT): Estrutura o plano em quatro eixos (saúde, segurança, autonomia e igualdade). Propõe maternidades regionais para gestações de alto risco no SUS, reestruturação da Secretaria da Mulher, o Pacto Contra o Feminicídio e atendimento policial especializado regionalizado.
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Samuel Mattos (PSTU): Prioriza a garantia de aborto legal pelo SUS, criação de Delegacias da Mulher 24 horas em todas as comarcas, endurecimento de penas, ampliação de creches de período integral, lavanderias públicas e licença parental de um ano compartilhada.
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Sandro Alex (PSD): Apresenta o projeto “Paraná contra o feminicídio”, com ferramentas como botão do pânico e monitoramento de agressores reincidentes. Na saúde, propõe ampliação da Rede Materno-Infantil, medicina fetal e tratamentos de endometriose, além de linhas de crédito pelo Banco da Mulher Paranaense.
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Sergio Moro (PL): Foca na expansão da Patrulha Maria da Penha com suporte de inteligência artificial e integração policial. Para a saúde, propõe rastreamento de cânceres femininos e combate à mortalidade materna e infantil, somados ao programa “Paraná Primeira Infância” com ampliação de creches.
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Tayná Miessa (UP): Prevê atendimento especializado 24 horas para denúncias, suporte financeiro temporário de até 12 meses para mulheres em situação de vulnerabilidade, paridade no secretariado executivo e combate à desigualdade salarial via fiscalização e prioridade no Sine.















