Caso de violação de túmulo e sumiço da ossada de Waldemir Martins dos Reis, sepultado em 2006 no cemitério municipal de Barbosa Ferraz, cidade localizada na região Noroeste do Paraná (a cerca de 100 quilômetros de Maringá), foi denunciado em ocorrência que a família registrou na Delegacia de Polícia local. A denúncia também foi protocolada pela família diretamente na prefeitura cobrando esclarecimentos e providências urgentes. Também o Ministério Público foi procurado.
As irregularidades denunciadas foram verificadas pelo filho do falecido, Diego Martins dos Reis, durante visita ao túmulo do pai, no final do último mês de janeiro. No boletim da ocorrência, ele detalha que visita o túmulo sempre que vai a Barbosa Ferraz, mas que há dois anos não ia à cidade. Ele – que é caminhoneiro – reside em Curitiba.
Diego Reis relata que ao chegar ao cemitério, no início deste ano, pediu ajuda ao coveiro para localizar o túmulo do pai (que era mais conhecido como “Nino”). Segundo o boletim, ao chegarem ao túmulo, o coveiro “desconversou dizendo que não era mais aquele”. O filho, porém, reconheceu o túmulo, de cimento bruto e sem identificação.
Após ir imediatamente à prefeitura em busca de esclarecimentos, onde não teriam conseguido explicar o caso e o orientado a buscar seus direitos – segundo consta do boletim de ocorrência -, voltou ao cemitério. Na conversa com o coveiro foi informado que outra pessoa foi enterrada no túmulo, com a remoção do que tinha anteriormente dentro da sepultura.
AFORAMENTO PERPÉTUO. A família de Waldemir Martins dos Reis, filho de família pioneira da cidade (e irmão do falecido empresário – Lojão Azul – e suplente de vereador Arlindo Martins Filho em duas gestões), possui Título de Aforamento Perpétuo do lote no cemitério municipal, emitido 2016. O filho esclarece que o sepultamento do pai aconteceu em julho de 2006 e que o Título de Aforamento Perpétuo do lote na quadra nº 38 – em posse da família – foi emitido pela prefeitura em 2016.
Na ida a prefeitura, logo após a descoberta das irregularidades, o filho Diego Reis foi informado na recepção que nenhuma documentação sobre o terreno no cemitério foi localizado pela administração municipal. Também de acordo com o boletim da ocorrência, o coveiro teria adiantado que a remoção dos restos mortais para o novo sepultamento teria ocorrido no período de dois anos que o denunciante ficou sem ir a Barbosa Ferraz. Ele não foi informado sobre o nome do novo ocupante da sepultura ou a destinação data a ossada do seu pai. (Ta sabendo)