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Notícias / Paraná Paraná registra 75 casos de raiva em animais e reforça alerta para vacinação do rebanho

sexta-feira, 7 agosto de 2026.

Imagem: Pensar Agro

A pecuária paranaense segue em alerta com a circulação da raiva dos herbívoros, doença que vem registrando novos casos em diferentes regiões do Estado. De acordo com levantamento realizado a partir dos informes mensais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), 75 animais tiveram diagnóstico confirmado no primeiro semestre de 2026, sendo 69 bovinos e seis equinos, distribuídos em 57 focos.

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O Paraná está entre os estados com maior número de registros recentes da doença. Em 2025, foram confirmados 230 animais infectados em 197 focos, com mais de 80% dos casos envolvendo bovinos. Diante do avanço da circulação do vírus, o Governo do Estado tornou obrigatória, desde março, a vacinação contra a raiva em 30 municípios da região Oeste, área que concentra parte dos registros.

A doença é transmitida principalmente pela mordida do morcego-vampiro (Desmodus rotundus), que pode contaminar os animais ao se alimentar do sangue do rebanho. A raiva atinge o sistema nervoso e, após o surgimento dos sintomas, não possui tratamento eficaz, levando geralmente o animal à morte em poucos dias.

Entre os sinais de alerta estão mudança de comportamento, isolamento do rebanho, falta de apetite, salivação excessiva, dificuldade para caminhar, quedas e paralisia dos membros posteriores.

No Oeste do Paraná, região considerada de maior atenção pelas autoridades sanitárias, a Adapar identificou circulação do vírus nas proximidades do Parque Nacional do Iguaçu. Como o controle de morcegos possui restrições em áreas protegidas, a estratégia adotada pelo Estado tem sido reforçar a vacinação obrigatória e ampliar a vigilância nas propriedades rurais.

Prevenção depende da vacinação

Para evitar prejuízos ao rebanho, a principal recomendação aos produtores é manter a vacinação dos animais em dia. A imunização deve começar a partir dos três meses de idade. Na primeira aplicação, é necessário realizar uma dose de reforço após 30 dias. Depois disso, a revacinação deve ser anual, conforme as orientações da defesa sanitária estadual.

A Adapar também orienta que animais com sinais neurológicos sejam isolados e que o produtor evite qualquer contato com saliva, boca ou a abertura da carcaça. Suspeitas da doença, marcas de mordidas ou a identificação de abrigos de morcegos devem ser comunicadas imediatamente aos órgãos responsáveis pela defesa sanitária.

Fonte: SouAgro