A recente repercussão em torno do suposto reaparecimento de um passaporte de Eliza Samudio em Portugal gerou debates e especulações nas redes sociais, mas autoridades brasileiras esclarecem que o fato não traz qualquer novidade ao caso nem levanta dúvidas sobre os acontecimentos já conhecidos. Trata-se, segundo órgãos oficiais, de um documento antigo, extraviado anos antes do crime que chocou o país.
O passaporte pertence a Eliza Samudio e foi localizado em um apartamento alugado em Portugal, sendo posteriormente entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. De acordo com informações do Itamaraty, o documento foi perdido pela própria Eliza quando ela residia no país europeu, antes de retornar ao Brasil.
O passaporte foi emitido em 9 de maio de 2006, com validade até 8 de maio de 2011, e registra a entrada de Eliza em Portugal em 2007. A ausência de anotação formal de saída não indica irregularidade. Isso porque, conforme confirmado oficialmente, Eliza deixou Portugal em 2 de novembro de 2007 por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), mecanismo legal utilizado quando o cidadão não está com o passaporte em mãos.
A ARB foi emitida pelo consulado brasileiro e recolhida pela Polícia Federal ainda no aeroporto, no momento da chegada ao Brasil, procedimento padrão nesses casos. Ou seja, a saída de Eliza do país europeu ocorreu de forma regular e documentada, sem qualquer lacuna nos registros oficiais.
Após a entrega ao consulado, o passaporte foi recolhido pelas autoridades brasileiras e será encaminhado ao Brasil para destruição. Passaportes são bens do Estado brasileiro e, por questões de segurança, não são devolvidos nem arquivados, sendo incinerados para evitar uso indevido ou comércio ilegal.
Dessa forma, o episódio que ganhou grande repercussão pública não altera os fatos já esclarecidos pela Justiça, tampouco cria novos elementos sobre o caso Eliza Samudio.

















