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Notícias / Geral Polícia Federal deflagra Operação Miragem em investigação envolvendo Edir Macedo e apura fraudes no Banco Digimais

terça-feira, 23 junho de 2026.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, em uma investigação que envolve o bispo Edir Macedo e apura possíveis fraudes no Banco Digimais. A ação ocorre em São Paulo e mobiliza mais de 50 agentes federais no cumprimento de ordens judiciais.

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Ao todo, são executados nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. A operação também autoriza a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a aproximadamente R$ 670 milhões.

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Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início a partir de relatórios técnicos do Banco Central do Brasil, que apontaram indícios de irregularidades na condução contábil e administrativa da instituição financeira investigada. As apurações indicam a possível manipulação de demonstrativos financeiros com o objetivo de ocultar a real situação econômica do banco e apresentar aparência de solvência perante órgãos reguladores.

De acordo com os investigadores, as práticas sob análise podem ter resultado na supervalorização de ativos e na geração artificial de resultados contábeis ao longo do período investigado. A PF também apura a realização de operações financeiras consideradas atípicas e possíveis inconsistências em registros oficiais do sistema regulatório bancário.

O banco citado na investigação passou por reestruturações ao longo dos anos e atua sob a marca Digimais após mudanças societárias e de identidade corporativa. O Banco Digimais foi fundado em 1981 na cidade de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, originalmente com o nome de Banco Renner. A instituição passou por mudanças de controle e adotou o nome Digimais em 2020, quando foi reestruturado para atuar como um banco digital. Foi nesse momento que Edir Macedo assumiu o controle integral do antigo Banco Renner, ano em que adquiriu a totalidade das ações da instituição. Ele já era acionista minoritário do banco desde 2009.