O prazo de desincompatibilização para agentes públicos que pretendem disputar as eleições de outubro encerrou no último sábado. A regra exige o afastamento de cargos no Executivo, como governadores, prefeitos e ministros, dentro de um período determinado pela legislação eleitoral.
Com o encerramento do prazo, 11 dos 27 governadores deixaram seus cargos. Entre eles, Ronaldo Caiado (GO) confirmou pré-candidatura à Presidência da República. Já Romeu Zema (MG) também se afastou após dois mandatos e sinalizou intenção de disputar o Planalto, embora ainda não tenha oficializado a candidatura.
A maioria dos governadores que deixou o cargo pretende concorrer ao Senado. São eles: Gladson Cameli (AC), Wilson Lima (AM), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES), Mauro Mendes (MT), Helder Barbalho (PA), João Azevêdo (PB) e Antonio Denarium (RR).
Também deixou o cargo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (RJ), que pretende disputar o Senado. No entanto, ele foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve concorrer sub judice.
Por outro lado, nove governadores vão disputar a reeleição e permanecem nos cargos, conforme permite a legislação: Clécio Luís (AP), Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), Eduardo Riedel (MS), Raquel Lyra (PE), Rafael Fonteles (PI), Jorginho Mello (SC), Tarcísio de Freitas (SP) e Fábio Mitidieri (SE).
Outros sete governadores decidiram permanecer nos cargos até o fim do mandato e não disputarão as eleições deste ano: Paulo Dantas (AL), Carlos Brandão (MA), Ratinho Junior (PR), Fátima Bezerra (RN), Eduardo Leite (RS), Marcos Rocha (RO) e Wanderlei Barbosa (TO).
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, quando cerca de 155 milhões de eleitores irão às urnas para escolher presidente, vice-presidente, governadores e parlamentares. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro.
















