Quem trabalha e tem dinheiro depositado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ter acesso a uma parte desse recurso por meio do Saque Calamidade, autorizado para Goioerê após o município decretar situação de emergência em razão dos estragos provocados pelo temporal que atingiu região do distrito de Jaracatiá no dia 10 de agosto, causando danos principalmente na comunidade Água do Chiqueiro. Embora os estragos tenham sido registrados naquela localidade, a autorização do saque alcança os trabalhadores residentes em Goioerê que tenham saldo disponível no FGTS.
Na prática, não é necessário que o trabalhador tenha R$ 6.220 guardados no Fundo. Esse é apenas o limite máximo que pode ser retirado. Quem já utilizou parte do FGTS e possui, por exemplo, R$ 2 mil disponíveis poderá solicitar somente os R$ 2 mil. Da mesma forma, quem tem R$ 4.500 poderá sacar até esse valor. Ou seja: o trabalhador só consegue retirar aquilo que efetivamente possui de saldo disponível na conta do FGTS, respeitando o teto de R$ 6.220.
Pedido pode ser feito até 2 de dezembro: A solicitação está disponível pelo aplicativo FGTS, da Caixa Econômica Federal, e pode ser realizada sem a necessidade de comparecimento a uma agência. O prazo para fazer o pedido termina em 2 de dezembro de 2026.
Para solicitar, o trabalhador deve acessar a opção de saque por calamidade pública no aplicativo, informar Goioerê e apresentar os documentos exigidos, incluindo documento de identificação e comprovante de residência.
Antes de fazer a solicitação, é importante verificar quanto está disponível no Fundo. O aplicativo também permite acompanhar a situação do pedido. Após o envio da documentação, a análise é feita pela Caixa e, não havendo pendências, o valor pode ser liberado em até cinco dias úteis.
Se houver alguma inconsistência na documentação ou informação que precise ser corrigida, o próprio aplicativo indicará a pendência para que o trabalhador possa fazer o ajuste.
DECRETO MUNICIPAL: O acesso ao Saque Calamidade não ocorre automaticamente apenas porque houve um temporal. É necessária o reconhecimento oficial da situação de emergência e a habilitação do município para essa modalidade de saque.
Em Goioerê, a liberação dessa alternativa aos trabalhadores foi viabilizada pela atuação da Administração Municipal, com a publicação do decreto de situação de emergência em razão dos estragos causados pelas chuvas, medida que também foi homologada por decreto estadual.















