A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta segunda-feira (29) o inquérito que investigava crimes sexuais cometidos pelo padre Genivaldo Oliveira dos Santos, preso em Cascavel.
Na região de Goioerê, o caso repercutiu, pois, na época dos primeiros abusos, um seminarista denunciou a situação ao falecido arcebispo Dom Mauro, e nenhuma medida foi tomada.
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De acordo com as investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada, dez vítimas foram identificadas. O religioso foi indiciado por tráfico de drogas, curandeirismo, assédio sexual, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. A polícia também apontou a existência de agravante devido à violação de dever inerente à função religiosa, além da continuidade delitiva e do concurso material de crimes, já que os atos se estenderam no tempo e envolveram diferentes vítimas.
O somatório das penas relacionadas aos crimes imputados ao investigado ultrapassa 150 anos de reclusão. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis, com apoio de órgãos parceiros e garantindo os direitos fundamentais de todas as partes envolvidas.
Para preservar a integridade do processo e a dignidade das vítimas, a Polícia Civil não divulgou detalhes específicos dos crimes nem a identidade do religioso ou das vítimas.
(Tribuna da Região com informoções CGN)
















